CARTA DE PRINCÍPIOS

dezembro 2, 2009

As Cooperativas de Música dos Estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, idealizaram e apresentam a Federação das Cooperativas de Música do Brasil, iniciativa pioneira na música e no cooperativismo.

Após as expectativas levantadas e o compromisso firmado no último encontro da Rede Música Brasil em Fortaleza apresentamos a carta de princípios desta federação cooperativa.

O movimento cooperativista musical e esta Federação nascem em resposta ao momento histórico de mudança de paradigma e surgimento de novos modelos de organização da sociedade civil para exercício do trabalho e ação política que congregue e represente a base de toda cadeia produtiva da música.

A cooperativa é uma sociedade de pessoas que formaliza o trabalho musical, congrega serviços comuns a custo baixo para seus associados, fomenta a formação de rede entre os cooperados, minimiza a ação de intermediários e distribui renda tendo por base a autogestão.

Há seis anos a rede de cooperativas vem crescendo e se constituindo como importante ator social e político.  Esta rede se consolidou a partir da trocas de experiências e de um dialogo aberto que possibilitou e possibilita o aprimoramento de cada gestão específica e compartilhamento de um ideal coletivo que se materializa na Federação das Cooperativas de Musica do Brasil.

A FEDERAÇÃO – PRINCÍPIOS

1 – Pensar coletivamente estratégias que possibilitarão o aprimoramento e deste novo paradigma de organização da classe musical em todo Brasil.

2 – Representar os interesses das cooperativas de música, atuando nas esferas nacional e internacional, buscando o dialogo em instancias políticas e institucionais.

3 – Contribuir com a construção de políticas públicas relacionadas a cadeia produtiva da música.

4 – Consolidar e ampliar a rede de cooperativas de música.

5 – Fomentar o cooperativismo e a criação de cooperativas de música nos demais estados brasileiros. Oferecendo capacitação quanto a estruturação e organização desses empreendimentos.

6 – Possibilitar e facilitar a intercooperação entre as cooperativas de música.

7 – Buscar soluções coletivas que permitam a difusão e circulação da música, no Brasil e no exterior.

8 – Contribuir para a criação e regulamentação de leis de incentivo ao cooperativismo musical, assim como reivindicar melhorias no regime tributário aplicado às cooperativas de trabalho e produção.

9 – Ampliar os espaços para música autoral em veículos de comunicação como rádios, internet e televisão.

10 – Promover educação continuada a fim de qualificar e profissionalizar os integrantes da cadeia produtiva da música.

11- Contribuir para que os programas de educação musical, para professores e músicos sejam multiplicados.

12 – Estimular e implementar iniciativas de economia solidária para o mercado da música.

Acreditamos que esta iniciativa é um avanço para discussão democrática e construção coletiva de um novo modelo organização e gestão para o mercado da música e comemoramos esta aliança que aqui se firma.

Alagoas – COMUSA – Cooperativa da Música de Alagoas

Bahia – MIC (Música Inovação Conectividade) – Cooperativa da Cadeia Produtiva Musical do Estado da Bahia

Espírito Santo – UNIMUS – Cooperativa de Música do Estado do Espírito Santo

Minas Gerais – COMUM – Cooperativa da Música de Minas

São Paulo – COOPERATIVA DE MÚSICA – Cooperativa de Música do Estado de São Paulo.

COOPERATIVA DA CADEIA PRODUTIVA MUSICAL DO ESTADO DA BAHIA

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